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O Mirtilo

O Arbusto

A planta tem um sistema radicular fasciculado e composto por 2 tipos de raízes, umas mais finas e superficiais responsáveis pela absorção de água e nutrientes, e outras maiores, cuja função é fixar o arbusto ao solo. As raízes do mirtilo apresentam a particularidade de não terem pelos radiculares, estruturas da raiz cuja função é aumentar a superfície de absorção de água e nutrientes. Os ramos têm origem na coroa (zona de transição entre raízes e ramos), são eretos e podem atingir os 2,5m de altura para a maior parte das cultivares.
As cultivares de mirtilo - Vaccinium myrtillus - são um arbusto de pequeno porte, pertencentes à família Ericaceae. Podem alcançar 2 a 3 metros de altura e de acordo com a variedade e necessitam entre 500 a 1000 horas de frio anuais durante o seu repouso vegetativo.

A Flor

As flores encontram-se agrupadas em cachos, são brancas e têm as pétalas soldadas entre si, formando uma campânula invertida. Devido às suas características, as flores do mirtilo favorecem a polinização cruzada assumindo a polinização entomófila (realizada por insetos) uma grande importância na rentabilidade da cultura.

O Fruto

A baga tem um tamanho e tom de azul variável, dependendo da cultivar, revestida por uma camada cerosa. Quando ocorre a maturação do fruto, dá-se uma diminuição do teor em clorofila e aumenta o teor em antocianinas e açúcares, fazendo com que a cor mude de verde para azul. As antocianinas são pigmentos naturais que têm propriedades antioxidantes e às quais se atribuem uma série de benefícios para a saúde, valendo ao mirtilo denominações tais como “Rei dos Antioxidantes”, “fruto da juventude”, “fruto da saúde” ou “fruto da longevidade”. Além das antocianinas o mirtilo tem também vitaminas e minerais, tais como vitamina A, B, C e K, potássio, magnésio, cálcio, fósforo e ferro.